O real problema do WOW: do divertimento ao completo vício

Por Grazziani Colombo  •  9 Agosto 2008 | Ciências Sociais |  

 Jovem viciado em wow - wow addict 
 Foto por Flickr - World of Warcraft Addict Series 1/9

Em uma famosa cena do primeiro filme Matrix, Cypher dá uma mordida em um suculento bife. Ele sabe que não é real, mas goza de qualquer maneira. De certa forma, um vídeo game - basta mover pixels na tela - é uma experiência semelhante em realidade virtual. Não, os aliens em Halo 3 não são reais, mas nós fingimos que são. Isso é como um jogo que pode te puxar do sofá para uma terra desconhecida.

Cypher em cena do filme The Matrix Foto: Cypher em cena do filme The Matrix

Para alguns, porém, video games são muito atraentes - muito viciantes. Os sinais são evidentes: jogar compulsivamente, desprezar amigos e familiares no mundo real, uma incapacidade de pensar sobre outros assuntos. Dez milhões de pessoas já se inscreveram para jogar o jogo role-playing Game (RPG ou Jogo de Interpretaçao de Papéis) World of Warcraft. Em Halo 3, o popular jogo de tiro em primeira pessoa para Xbox 360, cerca de 7 bilhões de pessoas foram mortas online desde sua estréia, e 11 milhões morrem a cada dia, de acordo com a ITwire.com.

Tristes Estatísticas? Ou talvez apenas um monte de gente tendo um momento de diversão?

Independentemente da opinião que você espera, a verdade é que o vício em vídeo game é um problema real. Segundo a Kimberly Young, que escreveu o livro “Caught in the Net” (Título em português: Fisgado pela Rede), jogos on-line  como World of Warcraft pode ser mais viciante do que um jogo single-player. Elementos colaborativos e bate-papo tornam especialmente difícil de largar. Um primeiro passo é o de apenas admitir o problema. Um site, WoWdetox, atua como uma comunidade de apoio para jogadores que querem abandonar o hábito. Os usuários postam seus sentimentos, agústias e histórias.

Muitos cartazes sobre WoWdetox condenam abertamente o valor do jogo, em comparação com a vida real: “Mais de metade de um ano desperdiçado”, diz uma. “Por favor Deus, alguém me ajude, eu não sei o que fazer”, diz outra. Alguns explicam que eles tomaram a decisão de reduzir, e não largar. Alguns se reservam a jogar apenas 30 minutos por dia. A Blizzard, fabricante de World of Warcraft, não se pronuncia sobre a depedência do WOW.

“O vício em WOW é um problema, pois ele pode interferir com os relacionamentos reais das pessoas e suas responsabilidades”, diz Jessie Johnson, da WoWdetox. “Não só isso, mas a vida real parece ter uma baixa prioridade para a WOW em tudo, exceto as necessidades básicas para algumas pessoas.”

Se você acha que talvez possa ser um viciado em jogos de vídeo game, você pode encontrar informações e centro de aconselhamento (no mundo real) através do Center for Internet Addiction Recovery (Centro de Recuperação para viciados em Internet).

 Procurando por vídeos no YouTube de viciados ou vício em WOW, não sabia que ia achar tantos. Separei dois vídeos interessantes abaixo.

Este vídeo mostra a convivência de uma pessoa em seu âmbito social e familiar com o vício em WOW

Este vídeo mostra uma pesquisa ( no começo) com diversos gamers respondendo algumas perguntas sobre o jogo, depois pula para o lado fan/lover, humor e no final mostra alguns jogando em suas casas.

Queria saber a opinião de vocês, em especial aos gamers. Como vocês lidam com esses tipos de jogos que nos levam facilmente ao vício?

Fontes: Popular Science e diversos sites.

Comentários

1 comentário em “O real problema do WOW: do divertimento ao completo vício”

  1. Mobilidade é tudo » Arquivo do Blog » WOW - Do Divertimento ao Completo Vício em 9 Agosto 2008 21:06

    […] noite… Encontrei o post “O real problema do WOW: do divertimento ao completo vício” no blog CriativoPunk. É um assunto tão inovador e importante que criei inclusive uma nova […]

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