Realidade Virtual utilizada na reabilitação do AVC

Há cerca de 15 milhões de pessoas afetadas por um acidente vascular cerebral cada ano no mundo. Cerca de 5 milhões morrem e 5 milhões são deixados com uma incapacidade permanente. Para os sobreviventes, é muito difícil voltar a uma atividade normal, tal como controlar seus movimentos e tornar novamente completamente independente. Agora, pesquisadores israelitas estão usando realidade virtual e tecnologia computacional para melhorar a reabilitação do AVC. Seu novo software pode identificar diferentes tipos de lesões cerebrais, calcular a probabilidade de recuperação e recomendar formas mais eficazes para o tratamento do paciente. Este sistema irá facilitar a concepção de novos instrumentos clínicos.

AVC Reabilitação por VR

Antigamente, sistemas de realidade virtual foram usados para combater dores crônicas. Como você pode ver, à esquerda, “um paciente se vê no monitor e tenta jogar um jogo de realizadade virtual estilo “pega-pega”, que estão ajudando os doentes recuperar a circulação e combater dor crônica. (Crédito: Hadasit, a Technology Transfer Company of Hadassah Medical Organization (HMO), em Jerusalém, Israel, através CNN.com).

O desenvolvimento deste software foi liderado pelos cientistas da computação, Dr. Larry Manevitz do Neurocomputation Laboratory na University of Haifa e Dr. Uri Feintuch, um neurocientista que trabalha na School of Occupational Therapy em Hebrew University of Jerusalem .

Mas como é que este sistema de realidade virtual (VR) funciona? “Hospitais Israelitas têm recentemente começado a utilizar a terapia por realidade virtual em pacientes com AVC. Uma comumente utilização do sistema é o paciente assistir sua imagem virtual em uma tela. Por exemplo, bolas de tênis são praticamente atiradas no paciente em todas as direções e os movimentos das mãos dos pacientes são gravados na tela. Na primeira etapa do desenvolvimento deste novo programa, [os pesquisadores] alimentam os vídeos desta terapia de realidade virtual no sistema. Com o novo programa, o computador “aprendeu” a distinção entre os diferentes tipos de lesões cerebrais: acidente vascular cerebral (AVC) e Lesão traumática cerebral. Durante mais testes, o computador era capaz de diagnosticar com precisão, entre 90% – 98% do tempo, se o paciente era saudável, ou se tinha sofrido uma lesão traumática cerebral ou um acidente vascular cerebral”.

Por isso, os computadores eram capazes de fornecer um diagnóstico correto. Mas os médicos também podem fazê-lo quase perfeitamente. Então, o que há de novo com este sistema VR? “O que é importante, porém, é a próxima fase de desenvolvimento, em que o computador é capaz de fazer coisas que os médicos não podem. “Logo que o computador identificou as lesões, temos um modelo que pode utilizar para mais ensaios e análises – algo que não pode ser feito em pacientes vivos. Usando um modelo computacional, podemos experimentar com diferentes opções de tratamento e decidir qual será a forma mais eficaz. O computador pode também definir o quanto o paciente será capaz de reabilitar. Estas são coisas que iria demorar muito tempo para a medicina realizar, e algumas dessas não pode serem feitas para todos “, explicou o Dr. Manevitz.”

Para obter mais informações, você pode ler “VR ajudando a recuperação do AVC” (Matthew Knight para CNN, 24 de setembro de 2007).

Knight explica com mais detalhes. “Pacientes se vêem em tempo real no LCD e utilizam um mouse ou joystick. Pequenos movimentos do mouse pelo paciente, criam grandes movimentos virtuais nos braços dos pacientes, mãos ou ombros na tela. Uma câmera fotografa os pacientes e simula as funções baseadas na presença física de cada paciente naquele momento. “O paciente se vê movimentando o braço, apesar de que na realidade não está”, explica Shimon Shiri, [a reabilitação psicológica no Hadassah e um inventor do sistema VR]. “A experiência virtual ativa o neurônios espelhos e provoca um efeito terapêutico sobre o cérebro, que reduz a dor e aumenta a função. “Ao visualizar o movimento do braço sem dor, o cérebro sofre uma correção (processo de aprendizagem)”.

Fontes: Universidade de Haifa news release, 12 de março de 2008 e diversos sites

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2 comments

  1. Luciana Fernandes /

    eu queria que vocês falassem um pouco mais do Dr. Uri Feintuch

  2. Adriana /

    Olá, que matéria interessante.Meu pai teve um AVC em dEZEMBRO DE 2008, Até hoje ele tem muito medo de começar a andar novamente, percebemos que ele podefazer os movimentos ,mas reclama de muita dor.Lendo essa matéria entendi o porque de tudo.Gostaria de saber mais.Essa técnica já existe no Brasil? Existe algum projeto aqui no Brasil parecido? Obrigado.

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